quarta-feira, 24 de maio de 2017

Um cara morto,
encontrou uma flor
Que guardou em sou coração morto,
acreditando que faria de seus dias uma vida, não morta e vazia, como seus dias de homem morto.
No seu peito essa flor, cresceu ainda mais bela, que lhe deu outra flor
Que nasceu dela e cresceu dela.
Ele acreditou que esse era seu caminho,
Onde seu sonho se realizaria e ignorou tudo mais que acontecia a sua volta.
Deixou seu passado e passageiros para trás, andou nos caminhos tidos como corretos, seguiu firme em seus princípios e convicções. Amou aqueles e os manteve em seu peito, andou sozinho, no seu lado mais sombrio, teve medo, e combateu seus abismos mais profundos.
Seus amores, suas flores e suas canções que vinham sabe se lá de onde e sua paixão pelas palavras que tardiamente lutava para com elas ter uma relação de troca onde contava suas estórias e canções eram os que mantinham seus sonhos vivos, mesmo sendo um homem morto. Dentre seus erros ele queria alcançar outros "caras mortos" como ele, atravéz de suas idéias, palavras e canções.
Mas como "um cara morto" pode querer sonhar, se para sonhar é preciso ter vida e ele é apenas um cara morto.
Então o cara morto se enrrola nas próprias palavras e ingenuamente é absorvido por aquilo que o manteve vivo todo esse tempo, logo ele que sempre afirmar não ter, apenas sua palavra. Esse então tão morta quanto o "homem morto", o deixa e assim ele sucumbe, perdendo suas flores, se perdendo em sua escuridão e fracasso que tanto o fez voltar e refazer. Agora o "homen morto" olha no espelho de sua alma morta, no fundo de seus olhos onde jaz o homen morto que sonhou ser vivo.
(Memórias de um homem morto) 24/05/2017

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Naquela mesa



Eu, atento que sou
Ao que é invisível
Percebo o amor.
E tudo que é infinito.
Aqui da minha praia
Lanço esperança
E recebo de volta
O vento carinhoso
Da amizade pura.
Estado mais lapidado
Do amor.


------------------------------------------------------


Ando meio cheio
de estar vazio...
crio um veio no meu rio
que desagua em coisa alguma
Bruma do que fui se desfaz
enquanto o veio escorre por entre
os dedos e medos se instalam como corais.
Há tempos não choro.
E por demais me demoro em esperas colossais...
Quisera tocar uma vez mais o que me espera.
Saber, antemão, o foi e o que não virá...

Por: Heguiberto Martins

terça-feira, 16 de dezembro de 2014


POESIA A QUATRO MÃOS

Senhoras e Senhores, trago boas novas, eu vi a cara da morte e ela estava viva....(Cazuza)


Uma canção é leve  e pode sustentar toda emoção que pesa demais...(Lô Borges & Ronaldo Bastos)


Dorme meu bem
Que eu canto essa canção
Me faz tão bem
O  silencio do teu sono
Nanda já foi dormir
Agora quem vai é você
Por último vou eu,
Depois que eu terminar
Essa canção que eu fiz
Pra você
Que eu fiz pra nós
E eu nem terminei.
Dorme meu amor
Lá fora os carros passam
E os homens  se disfarçam
Em busca desse falso poder
Você vai dormir
Eu sei vai sonhar
Espero que nesse sonho 
O mundo seja bem melhor
Enfim...

(DORME MEU BEM (Down,Down, Down) - 2001)

Quantas coisas
Já passei
E o tempo
Parece não correr

E eu grito no tempo
Suplico ao vento
Mas pra nós 
Só resta o tempo

Mas para nós 
Só resta o vento
Mas pra nós só resta acreditar
Em algums coisa bôa.

Vento leva  vida e traz
E o tempo espera e faz
E o vento traz sementes
Que o tempo as faz brotar

Que o vento leve essas
Crises malucas
Que o tempo as enterre
Que o vento traga junto a fé
Que o tempo já deixou pra traz

(O TEMPO E O VENTO - 1988)

A fé 
Desagua no meu pé
Nem sempre é o que se quer

(Fé - 2013 )

Cabeças confusas
Entre conflitos de gerações
Nações em luta
Pelo poder é a destruição
Entre conflitos estamos
E sem querer nos lutamos
Sem saber o porque da luta
Eles nos dominam.
Destroem tudo por nada
Sem ter dó de ninguém
E eu só queria ter um alguém
Uma menina
Fundiu minha cuca me pirou
Queria o mundo e ela
Ou parte deles na mão.

(CONFLITOS - 1986)

São acontecimentos cotidianos
Que aparecem na vida urbana
Carros em disparada
Mortos na calçada
Pessoas querendo
Sempre mais pra sí
E eu me pergunto
Será que é necessário
Usar dessas armas boçais
São acontecimentos
Cotidianos que aparecem
Na vida urbana
A sede de poder
Dominio monetário
Tornando as pessoas
Tão frias sem amor
Eu ainda sou feito de vento!
E gosto de correr mundo
Por onde passo deixo minha marca
Não vejo, não ouço
Nem sinto...
E continuo a viajar...

(Sou Vento  20/11/2013)


India,
Dominio Inglês
India,
Dominio Inglês
Domine o Inglês
Dominar pra que
Se podemos nos unir
Mudar nosso constume
Sugar pequenos mundos
India,
Dominio Inglês
India,
Dominio Inglês
Preconceito de cor
Do colonizador
Num país de Índus
Joguem esse chá
No lixo europeu
Pois esse dominio é seu
É seu...
O dia do terceiro mundo
O dia do terceiro mundo
India,
Dominio Inglês
Dominine o Inglês

Um homen em seu manto branco
Lidera uma revolta passiva
Quit India
Quit India
Mas eu o vi partir...

(India - 1988)


Esse jeito que tenho
De fazer as coisas
Pensando no mundo

Vendo o indo e vindo
Das pessoas,
Na mesma e à toa.

Não há segunda feira
Que eu não esteja morto
Nem domingo que eu não me sinta triste.

De que trabalho se vive
De que dinheiro se ganha
Em toda vida um ponto
Em todo ponto se apanha.

E esse jeito que tenho
De ver mais além
De seguir naquele trem
Que partiu sem pressa.

(DESSE JEITO - 2013)

O vento corta
O mundo gira
Meu corpo fica,
Estático e vivo
O tempo é luz
De velocidade constante.
Meu corpo fica.
Nada se explica
E o tempo vai.

(MEU CORPO FICA - 2013)


O que encanta nesse olhar 
Não distância a menina, o moleque,
a inocência.
A fúria velada quando por menos contrariada,
mimada.
A vontade que arde, cava, busca, caça o êxito a fama, inflama
seu ego
Um grito de estar vivo, a ser ouvido.
E novamente haverá sol, pois onde há brilho
Há esperança.

(Do Ira)


São acontecimentos, cotidianos
Que aparecem na vida urbana
Carros em disparada, mortos na calçada,
Pessoas querendo, sempre mais para si
E eu me pergunto:
Será que é necessário?
Usar dessas armas bossais?

São acontecimentos cotidianos
Que acontecem na vida urbana
A sede de poder,
Domínio monetário
Tornando as pessoas
Tão frias sem amor...
“vivendo nesse louco amorrr”**...cotidiano...
Vivendo nesse louco...cotidiano


COTIDIANO - 1987)
**Júlio Barroso (Nosso Louco Amor)

Ando meio cheio de estar vazio...
crio um veio no meu rio que desagua
em coisa alguma Bruma do que fui
se desfaz enquanto o veio escorre
por entre os dedos e medos
se instalam como corais.

Há tempos não choro.
E por demais me demoro
em esperas colossais...
Quisera tocar uma vez mais
o que me espera.
Saber, antemão, o foi e o que não virá..
(Copo sem fundo)

Nem iludido Nem tranquilo 
A sombra ainda é de desconfiança
Tiraram tudo de nós, inclusive a esperança. 
O que antes era virar a direita ou esquerda hoje é a oportunidade 
e o que foi dito aos berros foi esquecido e tipo como de momento.
Caliuga!!
Mas nós feitos de vento e cor e luz
Não fiquemos à esperar que os corvos devorem nossas vidas 
num planalto de fariseus.
Não vivam amanhecendo todo dia cantando
que o antes era o melhor
Vivamos o agora e o futuro
não deixemos que apaguem e nem confundam nossa fé.
Ainda sigo enfrente.

(DEVERÁ SER...)










Sometimes
I just look to the sky
Sometimes
I like to feel the mountain air
Sometimes
Being in the woods brings me peace
Sometimes
I Stare into the sun
My eyes get dark and my mind go very far
I just get paralyzed when you look at me

Sometimes
I hear what my daughter says
A word spoken by her
Blows my mind creations

Sometimes
my princess pisses me off
But my love is simply bigger than that
(Sometimes)

Concordo,
Discordo,
E torno a concordar,
Em torno do meu
Do seu
E volta a Discordar.
As palavras se cruzam
Se desafiam
Se misturam
Por aqui e por lá
Se cansam
Concordam, discordam
Vivendo num lá e cá...

(lá e cá)


"Poesia depois de pronta não deve habitar gavetas. Deve ganhar as ruas conquistar pessoas e correr mundo."

(Baseado numa conversa com Roberto Fabri no Bar do Pardal, (São Domingos - Niteroi - RJ)...certa noite).


" A arte não tem forma, corpo ou paradigmas cronológicos. Amorfa que é, necessita de veículos que a manifestem e a concretizem no campo dos sentidos. Esses eleitos, no entanto, tornam-se parte dessa própria força, e escolhidos que são, tornam-se seres ambíguos, meio natureza, meio arte, assustadores e belos, monstruosos e maravilhosos, temidos e desejados...parte multifacetada de um sopro avassalador que incessantemente cria e destrói, pois também de sua destruição vem o novo." 

Roberto Fabri

"Muitos desses poemas nascem num jorro, num intervalo de concerto, na mesa de um bar, olhando a mulher amada, e passam, a posterior, por um processo de reciclagem,  pode-se dizer,  onde a técnica vai se impor e aquilo que brotou num vendaval vai ser domesticado e traduzido para emoção do texto".

Coelho de Moraes

Agredecimentos  ao pessoal que deu força no lançamento do Livro "Os Olhos de Vera"
Obrigado: Rodolfo Bragantine, Luiz Carlos , Sérgio Tannus, Marco Antonio Coelho de Moraes, Roberto Godofredo Fabri, Lilian França, Profª Heloisa Helena Carestiano Fidalgo, Antônio Flávio (Peixe) e Cabral do DCF UFF.
Para nova empreitada, agradeço o pessoal que ajudou na elaboração deste presente para Heguiberto Martins, amigo, parceiro de "canções e momentos" . Ajudaram em mais essa nova empreitada:e (Site "Os Olhos de Vera") são:
Marcelo Baptista e André Fossalusa e Rodolfo Bragantine.

Todas as poesias são da  autoria de Heguiberto Martins & Paulo Silva - Exceto:  Vila Rica  de Paulo Silva e Raul Menezes / ​Sem Rumo : Letra de Paulo Silva & João Morigno (João Palavrinha) e Espelhos de Paulo Silva e Rodolfo Bragantini.

Agradecimentos:
A todos os amigos.
A minha mulher

Aos nossos pais & filhos.


A musica fundamental para escrita



Sometimes
Simply look to the sky
Sometimes
I like to feel the mountain air
Sometimes
Being in the woods brings me peace
Sometimes
Stare into the sun
My eyes darken my thinking is far more
I just get paralyzed when you look at me

Sometimes
I hear what my daughter says
A word spoken by her
Does blow my mind creations

Sometimes
my princess pisses me off
But love is simply that most

Sometimes/ Translaters (Paulo Silva - 2013)


O Gordo trafega 
Na terra ou no chão, 
Pesado não é coração de leão.

Navegam nos Planos,
Entram pelos canos
Por amores sinceros
Brigando pelo que é certo
E a sinceridade levada
A fogo e ferro.

Escorregam no lirismo
Mais esperto, 
Sonham ser geniais


(O GORDO E O MAGRO - 1997)



Poesia manifesto


Céu azul,
Na primavera de tempestades.
Da janela vejo o horizonte sem nenhuma nau à chegar
Nenhuma chegada, nenhuma esperança
Então me junto aos outros e seguimos pela rua
Bradando palavras de ordem,
Sem bandeiras, sem mártires ou heróis.
Como disse antes nada de novo no horizonte
Nenhuma nau a chegar com boas novas
Esperanças se mostram vazias quando alguns tiram proveito
Os argumentos para não perder a calma estão se esgotando.
Alguns tentam tirar proveito, mas estamos determinados
Seguimos enfrente, assim seremos notados...
"Grupos isolados perdem o rumo
Chamamos eles de volta, mas esses já estão perdidos."
Nenhuma bandeira, nenhum herói, nenhum cacique, nenhum mártir,
Ninguém tirando proveito, assim teremos êxito...todos tem a ganhar
Está um céu azul de manhã
É primavera e a noite tudo se transforma
Somos forte outra vez e caminhamos juntos, o gigante acordou!
Os ratos se esconderam e tentam se defender com ameaças,
Mas estamos determinados, ninguém lidera apenas somos determinados,
apesar de ninguém assumir
Estamos juntos, a vontade é a mesma...
"Grupos isolados perdem o rumo
Chamamos eles de volta, mas esses já estão perdidos."
Porque não nos deram atenção quando agíamos na lei?
Agora isso é só o início...nada de disfarçar a insatisfação com alegrias fabricadas
Queremos liberdade, não seremos sitiados em nossos castelos,
construídos com trabalho digno
Somos a força e ditamos as regras, só rezo que grupos isolados não se aproveitem como antes e nos roubem a esperança que aqueles que ditam a moda insistem em nos vestir de clows tristes.
Sejamos fortes iremos resistir eles não tem chance... se estivermos realmente juntos e o bem de todos o ideal.
...Céu azul da primavera dos trópicos....

Primavera dos trópicos "visões e sonhos" (Paulo Silva - 2013)




"...Eu sonhei outro mundo, meu amor
E a paz morava na nossa casa mil pessoas como nós
Sem palavrqas por dizer..."  (Faça Seu Jogo - Lô e Marcio Borges).

...Um grande país eu espero, espero do fundo da noite chegar,,," (Clube da Esquina nº 1, Milton Nascimento)

"...Porque se chamavam homens, também se chamavam sonhos e os sonhos, não envelhecem. Em meio a tantos gases lacrimogênios, ficam calmos, calmos, calmos...
...e o "Rio" de asfalto e gente, entorna pelas ladeiras, entope o meio fio. Esquina mais de um milhão, quero ver então a gente, gente, gente..." (Clube da Esquina nº2, Lô, Marcio Borges & Milton Nascimento).










A Poética de Heguiberto Martins.


É com imenso prazer que abro aqui a "ABA" com este nome "Heguiberto Martins" (Guiba), tentando reunir boa parte da produção de um dos maiores poetas que tive (tenho) a sorte de conhecer, conviver e aprender sobre a arte da escrita da forma que há muito vinha persseguindo, palavras sutis, temas marcantes e de sentimentos à flor da pele. É dificil falar sobre a poesia deste cara, meu amigo, parceiro e irmão de fé e vida. Espero reunir aqui o melhor da produção desse ilustre desconhecido a quem tanto admiro, não só eu mais um monte de gente bôa também.

à Vida                                                                                               o universo

Já faz um calor
Que não nos aquece
E o rosto brilhante
Tão semelhante ao meu,
Respira cada gota do ar humido.
E renova de sal
O gosto na lingua acre
Dos males do fígado..

(Certeza) Verão - Heguiberto Martins)

 

Mais noite, 
Menos noite,
Eu alcanço
Essa estrela
Fugidia...

(Quasar - Heguiberto Martins)

Eu
É singelo o fim que espero,
Aguardando no fundo da cama,
Que as cobras venham morder meus pés,
Quebrar minhas pernas, me engolir.
Rastejantes como o ódio, 
Resolutas como um raio, 
Infinitas como a mulher.

(Fetiche - Heguiberto Martins)

© 2013 by Paulo Silva . all rights reserved.

Contato:

N2 Informática

Desenvolvimento de Software & Informatização de Ambientes.

Contato:
psilva@n2.com.br

Os olhos de Vera

Rio de Janeiro , RJ Brasil
osolhosdevera@n2.com.br
 
Rio de Janeiro, 04 de Setembro de 2013 – Primavera

© 2013 by Paulo Silva . all rights reserved.




Um cara morto, encontrou uma flor Que guardou em sou coração morto, acreditando que faria de seus dias uma vida, não morta e vazia, como se...